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Universidade Federal do Ceará
Coordenação do Curso de Engenharia Elétrica

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Histórico do Curso

por Prof. Dr. Ricardo Silva Thé Pontes*

O início
O curso foi criado em 1974, pelo Magnífico Reitor Walter de Moura Cantídio, aprovado pelo Conselho Universitário com a Resolução nº. 290 de 19 de junho de 1974, e o primeiro vestibular foi de imediato oferecendo 45 vagas, para o segundo semestre de 1974.
Não tendo um departamento acadêmico, o curso foi acolhido pelo então Departamento de Termodinâmica e Eletrotécnica o qual foi desmembrado nos Departamentos de Engenharia Química (DEQ) e Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) em 1983.
Iniciou-se com um conteúdo voltado eminentemente para a formação de engenheiros eletricistas com ênfase em Sistemas de Potência e praticamente para um setor elétrico estatal.
Com uma matriz curricular com bastante formação em ciências básicas, matemática e física. Coube ao então coordenador prof. Jesamar Leão de Oliveira, como primeira tarefa, conseguir os professores para o ciclo profissional, visto que para a formação básica a UFC já dispunha de excelentes mestres.
Entretanto, laboratórios e professores eram bens difíceis naquelas épocas, de tal forma que as aulas de laboratório só foram possíveis com a colaboração da Universidade de Fortaleza (Unifor), Escola Técnica Federal do Ceará (atual IFCE) e Centro de Treinamento da Coelce (atual Enel Distribuidora Ceará) que cederam o uso de seus laboratórios de ensino.
Formou-se a primeira turma, alguns em dezembro de 1978, outros em março de 1979, mas realmente no dia 20 de julho de 1979 foi a data oficial da colação de grau da primeira turma.
Surgia agora um novo desafio, que era o reconhecimento do curso. Novamente o prof. Jesamar chamou para si a tarefa e preparou um extenso documento de quase 400 páginas e é então remetido ao Conselho Federal de Educação (CFE), no Reitorado do prof. Pedro Teixeira Barros. O processo foi acompanhado de perto pelo Senador da República Mauro Benevides e, através da portaria nº. 570 de 27 de outubro de 1980 do gabinete do Ministro da Educação, Eduardo Mattos Portela, foi reconhecido o curso de Engenharia Elétrica da UFC.
O corpo docente do curso, também administrado pelo prof. Jesamar, já havia conseguido vagas para professores permanentes e, ele mesmo cuidou da seleção de alguns recém-graduados. No entanto, ele sabia que sem uma boa qualificação a Engenharia Elétrica não seria grande, então montou um cronograma de saída para o mestrado que todos nós cumprimos e em pouco tempo tínhamos o maior número de mestres do CT.
A década de 1980 surge como uma década perdida. Como já foi dito em 1983 criou-se o DEE, e o prof. Fernando Luiz Marcelo Antunes foi o primeiro chefe, onde a primeira reunião registrada a mão no livro de atas, pela nossa então secretária Marly Silveira foi em 18 de agosto de 1983. Com o departamento cria-se novo impulso nas atividades administrativas e humanas buscando a modernização do curso. E a coordenação do curso lança o seu Manual do Curso de Engenharia Elétrica distribuído a cada aluno.
Foi um período muito difícil, chegando-se ao ponto de no ano de 1984, portanto 10 anos após a criação do curso, só termos formado 8 alunos naquele ano.
Entretanto, a Engenharia Elétrica de certa forma mudou o perfil do CT que trazia em seu cotidiano muito da antiga Escola de Engenharia. Com um quadro de jovens professores todos com a formação de Mestrado, o DEE buscava aventurar-se no mundo da pesquisa e inovação tecnológica. Neste momento, iniciava outro ciclo de formação acadêmica de seus quadros, buscando a qualificação em nível de doutorado e o curso colaborou de forma significativa com a qualificação do CT como um verdadeiro Centro de Tecnologia afastando de vez a antiga Escola de Engenharia.

PET
Um capítulo à parte na história da Eng. Elétrica da UFC é o Programa de Educação Tutorial (PET), que iniciou com a nomenclatura de Programa Especial de Treinamento. Foi criado em 1979, pelo Prof. Cláudio de Moura Castro, Diretor Geral da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. O PET foi criado para desenvolver uma elite intelectual. Acreditando-se que uma elite intelectual formada dentro da academia teria consequências econômicas e sociais para o desenvolvimento nacional. Uma visão muito elitista e bastante questionada à época de sua criação.
No dia 1º de abril de 1983, o Ceará foi privilegiado pela criação de três grupos PETs, todos na área de engenharia, sendo Eng. Elétrica, Eng. Mecânica e Eng. Civil. Entretanto, por infortúnio de percurso, os PETs da Eng. Civil e da Eng. Mecânica foram desativados nos anos seguintes, ficando apenas o da Engenharia Elétrica como o único PET atuante no CT. Pouco tempo depois foram resgatados os PETs da Eng. Civil, Eng. Mecânica e Eng. Química do CT.
O PET da Engenharia Elétrica completou 34 anos de atividades ininterruptas, conta com 12 estudantes e um tutor, sendo hoje o PET mais antigo do nordeste brasileiro.
Os Tutores:
1) Prof. Roberto Oscar Brasil – abril/1983 a jan/1985
2) Prof. João Cesar Moura Mota – fev/1985 a jan/1986
3) Prof. Ricardo Silva Thé Pontes – fev/1986 a jan/1991
4) Prof. João Cesar Moura Mota – fev/1991 a jul/1996
5) Prof. Mario Mauricio Fiallos Aguilar – ago/1996 a jul/1998
6) Prof. João Cesar Moura Mota – ago/1998 a fev/2003
7) Prof. Paulo Cesar Cortez – mar/2003 a fev/2005
8) Prof. José Carlos Teles Campos – mar/2005 a fev/2011
9) Prof. René Pastor Torrico-Bascopé – abr/2012 a atualmente.

As Mudanças Curriculares
De um período sem nenhum aparto tecnológico ao fantástico mundo moderno com as comunicações móveis e a velocidade da informação nas redes sociais; dos microprocessadores Z80 aos DSP’s (do inglês Digital Signal Processors – Processadores Digitais de Sinais); dos comandos por relés eletromecânicos à automação de processo via PLC’s (do inglês Programmable Logic Controller – Controlador Lógico Programável) e redes industriais; da CONEFOR aos parques dos aerogeradores; da eletricidade de Paulo Afonso ao Sistema Integrado Nacional, SIN; muita coisa mudou na engenharia e em especial na área da Engenharia Elétrica.
Portanto, ao longo destas quatro décadas de existência do curso, a coordenação sempre se preocupou em atualizar o currículo para atender essas novas demandas na formação do engenheiro.
A primeira reforma foi em 1977 para adequação à Resolução nº. 48/1976 do CFE.
A segunda e de grande importância, pois criou ênfases, que geraram até a criação de novos cursos e novos departamentos no CT, foi em 1992 que resultou em uma profunda modificação na relação curricular e pedagógica no curso de Engenharia Elétrica, sempre aliando o conhecimento teórico com uma sólida formação prática, promoveu modificações em toda a matriz curricular para atender às novas realidades da Engenharia Elétrica.
A terceira e última reforma curricular ocorrida foi em 2005, quando era coordenador o prof. José Almeida do Nascimento. Buscava atualizar o currículo para um mundo globalizado e pautado pelo domínio de um conhecimento da interdisciplinariedade, e que evolui em uma velocidade sem precedentes. Uma mudança curricular que privilegiasse a liberdade do pensamento. Estimulasse a geração de novos conhecimentos e fomentasse a responsabilidade com o desenvolvimento sustentável do planeta e da sociedade. Esta reforma foi também para se adequar às Diretrizes Curriculares Nacionais que haviam sido homologadas em 2001 e 2002.
Entretanto, as modificações não se encerraram aí. Um curso de graduação em engenharia é um ente em constante transformação e a todo o momento tem-se atualizações nas ementas das disciplinas, e na forma de compartilhá-las, uma busca continua pela inovação.

A Pós-Graduação
Criada em 1993, o Programa de Pós-Graduação de Engenharia Elétrica da UFC, modificou completamente o perfil do DEE o incluindo em um seleto grupo dos departamentos acadêmicos que completam o ciclo do ensino, da pesquisa e da extensão.
Atualmente com conceito 4 no sistema de avaliação da CAPES, em níveis de mestrado e doutorado, conta com 14 professores e apresenta três linhas de pesquisa:
– Automação e Controle;
– Eletrônica de Potência e Acionamentos Elétricos;
– Energias Renováveis e Sistemas Elétricos.
Atualmente o programa já defendeu mais de duzentas dissertações de Mestrado e um pouco mais de uma dezena de teses de Doutorado, contando atualmente com mais de uma centena de alunos de mestrado e aproximadamente meia centena de doutorado.

Os Novos Rebentos do Século XXI
A Engenharia Elétrica caminhava célere no início dos anos 2000 consolidando seu programa de Pós-Graduação, com um curso de graduação bem conceituado e um departamento em expansão com dois grupos atuando fortemente na pesquisa, no ensino e na extensão, até que em março de 2001 o Centro de Tecnologia cria o Departamento de Teleinformática (DETI), nascido de dentro do Departamento de Engenharia Elétrica e já nascia forte com um vigoroso programa de Pós-graduação e um novo curso de graduação.
A UFC iniciou, mais fortemente, seu plano de interiorização, entre o final de 2005 e início de 2006, já se preparando para o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), instituído pelo Decreto nº. 6.096/2007 a qual objetivou “criar condições para a ampliação do acesso e permanência na educação superior, no nível de graduação, para o melhor aproveitamento da estrutura física e de recursos humanos existentes nas universidades federais”. Sendo este o maior programa de expansão do ensino superior público federal em toda história do Brasil.
A Engenharia Elétrica assumiu o compromisso institucional de preparar e montar o curso de Engenharia Elétrica de Sobral na Região Norte do Estado. Foram intensas as contribuições de diversos docentes de Fortaleza, na preparação do currículo, das ementas, especificações de equipamentos e laboratórios e seleção de pessoal. As atividades do Curso de Engenharia Elétrica da UFC, no então novo Campus de Sobral, iniciaram a partir do segundo semestre de 2006.
Portanto, o DETI e a Engenharia Elétrica de Sobral possuem em suas marcas o DNA da Engenharia Elétrica de Fortaleza, o que nos enche de orgulho e nos remete a uma carinhosa afeição. Lembrando que o jovem curso de Sobral já tem avaliação 4 nos critérios de MEC.
A Engenharia Elétrica da UFC já formou, aproximadamente, mais de 1.500 engenheiros eletricistas sendo umas das mais nobres contribuições para nosso Estado do Ceará.
Os tempos atuais faz-nos crê que a Engenharia Elétrica da UFC-Fortaleza, terá um futuro muito promissor, atualmente avaliada com Conceito 4 pelos critérios do MEC e com um corpo docente mesclado por professores mais experientes e por jovens acadêmicos de excelente formação todos com titulação de doutorado e já engajados em programas de pesquisa e na Pós-Graduação.

*Professor Associado do DEE no período de 13/03/1979 à 01/04/2015, foi aluno da 1ª turma de Engenharia Elétrica da UFC.

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